Para usar o termo Holocausto Palestino eu cito Matan Vilnai, ministro israelense que fez as ameaças ao povo palestino em Fevereiro de 2008 (Ref.1, Ref.2).

O problema maior é que a história não tem sido apenas de ameaças: desde 1948 os fatos mostram uma efetiva escravização do povo palestino. No ano passado, até o Bush afirmou que os palestinos têm direito a compensações pela expulsão de suas terras.

Os ataques têm sido contínuos, com grandes vagas que se tornam cada vez mais fortes sempre que há eleições e os conservadores tentam manter o poder em Israel.

Nem bem completamos meio século do Holocausto Judeu. Mas eis-nos de novo convivendo com um ataque à humanidade que nos faz duvidar dessa pretensa humanidade. Por ironia do destino, a história quis que o povo israelense simplesmente trocasse de lado: de oprimido a opressor em tão pouco tempo.

Israel desobedece a todas as resoluções da ONU. Mas o mundo inteiro se cala. Ninguém fala nada, ninguém censura, ninguém critica. Todos somos cúmplices. Talvez um dia choremos os mortos e nossos filhos e netos chorem na saída das salas dos cinemas imaginando como é que o mundo foi capaz de permitir tamanho horror.

Faço um apelo a todos os israelenses e judeus não belicosos, para que influenciem de alguma forma o governo de seu país a parar com os crimes contra um povo expulso de suas terras, sem exército e sem ter como se defender. A paz só está nas mãos dos governantes de Israel - não se pode justificar a opressão a escravos com o argumento que eles estão sempre tentando escapar. É ridículo demais, fere o bom-senso, para dizer o mínimo. Seria aceitável culpar os judeus por seu Holocausto apenas porque eles não faziam os que os nazistas queriam?

Faço um apelo a todas as pessoas religiosas, que afirmam pautar suas vidas pela busca da compreensão, do perdão e do amor ao próximo. Não se calem de novo, como aconteceu durante o nazismo. Aos cristãos, e falo a eles porque eles são maioria entre os leitores de língua portuguesa, lembro que, ao se deparar com os mercadores do templo, Jesus não se limitou a rezar e pedir a Deus para que Ele perdoasse os invasores. Não, ele agiu. Por favor, não defendo mais guerra contra a guerra - defendo um coro mundial gritando numa só voz: "Parem com esse crime."

E faço um apelo a todos os não-israelenses e não-religiosos: pensem no mundo que queremos e vejam se atos desse tipo cabem em nossas utopias mais íntimas. Acabar com os erros desse mundinho real em que vivemos é um bom caminho rumo a um novo mundo ainda apenas sonhado.


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2 comentários

# Paulo on 16.02.09 at 07:52
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Progressivamente, os israelenses que apóiam os atos covardes e criminosos de Israel, contra os indefesos palestinos (inclusive mulheres e crianças), têm em seu interior o que de pior possuiam os nazistas. Discordando-se do famigerado Bush e de seus desumanos alidos, pode-se verificar que o verdadeiro eixo do mal é composto pelos EUA, Inglaterra e Israel. Mas, fiquemos tranqüilos, porque o papa e outros líderes religiosos hipócritas vão rezar pela "paz".
# jaqueline on 04.03.09 at 00:10
****-
O Papa e os religiosos não têem nada haver,pelo contrário,só o amor neutriliza o ódio.O mesmo ódio dos nazistas contra as pessoas que eles não gostavam,é o mesmo dos israelenses em relação aos palestinos,é o mesmo dos palestinos contra os israelenses.Não se preocupem,o mal consome a si mesmo,depois ele volta com outro nome.

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