
Mas antes das fotos, deixa eu contar como é que foi essa história de ir ver flores.
Meu querido amigo-mestre-conselheiro-guru Agostinho Rosa, do Site Inovação Tecnológica, convidou-me hoje cedo para uma ida à Expoflora, uma festa de flores que acontece todos os anos na cidade de Holambra, aqui pertinho de Campinas.
Tudo por conta dele (o que não deixa de ser espantoso), é claro. Bom, por que não? O negócio é que como bom mineiro, o Agostinho é pão-duro de doer. Ele resolveu fazer um jardim nos fundos da casa dele só para fazer exercício e economizar o dinheiro da academia. E do jardineiro, off course. Então, ele está mais interessado do que nunca em plantas e flores por conta desse tal jardim.
As surpresas (desagradáveis) começam logo na estrada. Assim que a gente sai da D.Pedro, a pista para Mogi-Mirim está em obras = engarrafamento no meio da manhã de sexta. Lembre-se, estamos em Campinas, e não em Sampa. Ou seja, se você está pensando em ir na Expoflora no fim de semana, esqueça, vai ficar parado umas horas no trânsito.
Pedágio de R$7,60. Seguimos em frente. Mais obras, mais engarrafamento. No Km 140 saímos para Holambra. Estradinha ruim, cheia de buracos, quebra-molas e caminhões, não dá para ultrapassar. Com paciência chegamos.
R$13,00 de estacionamento, R$25,00 de entrada por cabeça. O chefe tava pagando, tava valendo.
Mais uma foto para não desanimar.

Bom, o negócio é o seguinte. Enquanto eu esperava o Agostinho passar em casa, dei uma olhada no site da Expoflora e vi uma série de ambientes de decoração. Então eu vi aquilo lá como aperitivo e acho que fui com uma expectativa muito grande. Frustração total: o que tem lá tem no site. E não é só isso. Já tem até uma revista à venda com as fotos de tudo aquilo lá.
Ou seja, os ambientes foram feitos há muito tempo e dá para notar, desculpe-me pela expressão, o desleixo. Tem planta sem podar, flor murcha e até laguinho cheio de sujeira. Decepcionante.

Além desses ambientes tem um outro galpão, muito pequeno, com uns enfeites, alguns bonitos (fotos embaixo), mas a maioria com plantas dando sinais de falta de água. Os jardins externos são bacanas, mas nada que se compare com os que a gente vê nos shoppings de São Paulo - eles nem plantaram a maioria das plantas, só colocaram os vasos no chão...
O resto, bom o resto é uma imensidão de lojinhas de quinquilharias, badulaques, aparelhos de massagem, panela com "teflon de titânio" (pode?), e barracas de comilança à vontade. A área para venda de geringonças é 10 vezes maior do que os dois barracões com flores - que, aliás, são os dois menores de lá.
O lugar está tomado por uma verdadeira feira do Paraguai. O barracão para venda de plantas é o dobro do barracão de exposição. "Melhor ir no Ceasa, que é mais barato," disse o Agostinho. Que, no final das contas, não reclamou muito, mas disse que não tem novidade nenhuma em relação à última vez que ele foi. Eu não reclamei nada, claro, tava de convidado.
Resumo da ópera. Vale a pena ir? Bom, se você não tiver nada para fazer, gostar de ficar um tempão parado no trânsito, gastar uma nota preta, ficar num lugar entupido de gente, principalmente aquele povo de excursão que só anda de mãos dados e faz você andar de procissão, e ver poucas e mal-cuidadas flores, bom, então pode ser melhor do que ficar em casa.
Se não, olhe aí embaixo as fotos do melhor que eu vi lá, mais as fotos do site que eu dei o link aí em cima e tamos conversados. Minha única decepção foi que o Agostinho me proibiu de pôr aqui uma foto que eu tirei dele enfrentando um salsichão holandês. Ficou hilário.







Para mim, a Expoflora, que podia ser Exp(of)lora, agora virou ExpoTôFora. Ainda bem que foi de graça - é, acho que pãodurice pega.
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