Não importa se você está pensando na Angelina Jollie ou no Brad Pitt (estou desatualizado?) - isso aí em cima é a cara da sua memória em formação.

Cientistas canadenses (McGill University) capturaram a primeira imagem de um mecanismo, chamado tradução de proteína, que está na base da formação das memórias de longo prazo.

Segundo os cientistas, o trabalho fornece a primeira evidência visual de que, quando uma nova memória se forma, novas proteínas são feitas localmente na conexão entre as células nervosas (sinapse), aumentando a resistência da conexão sináptica e reforçando a memória. O grau de estabilidade química é essencial para que a memória possa se manter no longo prazo.

Mas o mecanismo - que se fundamenta na hipótese de que as memórias são gravadas por meio de algum mecanismo químico, assim como os bits dos discos dos computadores são gravados por mecanismos magnéticos - precisa ser flexível o suficiente para permitir o aprendizado.

Por isso, os pesquisadores começaram a olhar para as sinapses, que são o principal ponto de troca de dados e armazenamento que existe no cérebro. Elas formam uma rede gigantesca, mas em constante flutuação, um fenômeno que os cientistas chamam de plasticidade sináptica. Suspeita-se que esse mecanismo seja fundamental para o aprendizado e para a memória.




Não importa se você está pensando na Angelina Jollie ou no Brad Pitt (estou desatualizado?) - isso aí em cima é a cara da sua memória em formação.

Cientistas canadenses (McGill University) capturaram a primeira imagem de um mecanismo, chamado tradução de proteína, que está na base da formação das memórias de longo prazo.

Segundo os cientistas, o trabalho fornece a primeira evidência visual de que, quando uma nova memória se forma, novas proteínas são feitas localmente na conexão entre as células nervosas (sinapse), aumentando a resistência da conexão sináptica e reforçando a memória. O grau de estabilidade química é essencial para que a memória possa se manter no longo prazo.

Mas o mecanismo - que se fundamenta na hipótese de que as memórias são gravadas por meio de algum mecanismo químico, assim como os bits dos discos dos computadores são gravados por mecanismos magnéticos - precisa ser flexível o suficiente para permitir o aprendizado.

Por isso, os pesquisadores começaram a olhar para as sinapses, que são o principal ponto de troca de dados e armazenamento que existe no cérebro. Elas formam uma rede gigantesca, mas em constante flutuação, um fenômeno que os cientistas chamam de plasticidade sináptica. Suspeita-se que esse mecanismo seja fundamental para o aprendizado e para a memória.



Ilustração de um Apatossauro, idealizado antes dos novos cálculos. Agora os cientistas acham que ele não era assim tão obeso. [Imagem: Wikipedia]

Os dinossauros eram enormes em comparação com os tamanhos dos animais atuais. Mas, segundo um novo estudo, os maiores animais que já andaram sobre a superfície terrestre podem não ter sido tão grandes como se imaginava. Ou, pelo menos, não tão gordos.

Em artigo publicado neste domingo (21/6) no Journal of Zoology, da Sociedade Zoológica de Londres, um grupo de pesquisadores afirma que o modelo estatístico usado para o cálculo do peso dos dinossauros é falho, o que pode ter levado pesquisadores a superestimar o tamanhos dos extintos répteis.

"Os paleontólogos usam um modelo estatístico publicado há mais de 25 anos que estima o peso dos dinossauros gigantes e de outros animais grandes de linhagens extintas. Mas, ao reexaminar dados da amostra original, que serviu de referência para a produção do modelo, verificamos que ele estava seriamente errado", disse Gary Packard, da Universidade do Estado do Colorado, nos Estados Unidos.

"Fizemos novos cálculos e observamos que os dinossauros gigantes podem ter tido até mesmo metade dos pesos que foram originalmente atribuídos", disse Packard, um dos autores do artigo agora publicado.

Um exemplo mencionado pelos pesquisadores é o Apatosaurus louisae, um dos maiores dinossauros conhecidos. Enquanto estimativas originais colocavam o peso máximo do animal em 38 toneladas, o novo estudo aponta que ele teria 20 toneladas a menos.

Segundo os cientistas, o modelo corrigido terá importantes implicações para diversas teorias a respeito da biologia dos dinossauros, que enfoquem, por exemplo, seu metabolismo energético, necessidades alimentares e modos de locomoção.

Fonte: Agência FAPESP.



Ilustração de um Apatossauro, idealizado antes dos novos cálculos. Agora os cientistas acham que ele não era assim tão obeso. [Imagem: Wikipedia]

Os dinossauros eram enormes em comparação com os tamanhos dos animais atuais. Mas, segundo um novo estudo, os maiores animais que já andaram sobre a superfície terrestre podem não ter sido tão grandes como se imaginava. Ou, pelo menos, não tão gordos.

Em artigo publicado neste domingo (21/6) no Journal of Zoology, da Sociedade Zoológica de Londres, um grupo de pesquisadores afirma que o modelo estatístico usado para o cálculo do peso dos dinossauros é falho, o que pode ter levado pesquisadores a superestimar o tamanhos dos extintos répteis.

"Os paleontólogos usam um modelo estatístico publicado há mais de 25 anos que estima o peso dos dinossauros gigantes e de outros animais grandes de linhagens extintas. Mas, ao reexaminar dados da amostra original, que serviu de referência para a produção do modelo, verificamos que ele estava seriamente errado", disse Gary Packard, da Universidade do Estado do Colorado, nos Estados Unidos.

"Fizemos novos cálculos e observamos que os dinossauros gigantes podem ter tido até mesmo metade dos pesos que foram originalmente atribuídos", disse Packard, um dos autores do artigo agora publicado.

Um exemplo mencionado pelos pesquisadores é o Apatosaurus louisae, um dos maiores dinossauros conhecidos. Enquanto estimativas originais colocavam o peso máximo do animal em 38 toneladas, o novo estudo aponta que ele teria 20 toneladas a menos.

Segundo os cientistas, o modelo corrigido terá importantes implicações para diversas teorias a respeito da biologia dos dinossauros, que enfoquem, por exemplo, seu metabolismo energético, necessidades alimentares e modos de locomoção.

Fonte: Agência FAPESP.




Essa belezura aí não é nenhum carro-conceito para o transporte inteligente das cidades do futuro. É apenas o mais espetacular cortador de grama jamais fabricado. Dá ou não dá vontade de ter um gramado só para usar um desses?

A ideia é da Husqvarna, que já havia inovado lançando um Roomba dos Gramados, um cortador de gramas robotizado, que faz tudo sozinho.




Este novo modelo, que felizmente exige a presença do jardineiro para pilotar - que sentido haveria em deixar um desses andar sozinho? - chama-se Panthera Leo. É feito de materiais reciclados, totalmente elétrico, tela LCD no painel, assento ergonômico e comandos por toque.

O problema são as verdinhas. Verdinhas para comprar um e depois aquelas danadas gramas verdinhas que demoram demais para crescer pra gente poder brincar.




Esse robô foi exposto numa feira de equipamentos para a indústria de alimentação, no Japão. A geringonça faz sushis, entediantemente similares uns aos outros.

Vi no TokyoMango e não achei quem fabricou - deve estar escondido do pessoal dos sindicatos.



A fraude nas ciências é um daqueles problemas que todo o mundo sabe que existe, mas que é difícil de enfrentar. Lidar com ele é mais ou menos como lidar com o erro médico,
em que é necessário que uns médicos digam que outros médicos erraram, o que sempre levanta o problema do corporativismo.

É claro que a fraude na ciência é pior do que o erro médico, porque errar é da práxis, e cuidados na formação e na atualização dos profissionais, entre outros fatores, podem minimizá-los. Já a fraude é intencional, pilantrice mesmo.

O problema é sério, mas também pode ser encarado com uma pitada de humor. E, de quebra, apontar falhas nos sistemas de avaliação das publicações científicas.

Jeremy Stribling, Max Krohn e Dan Aguayo, todos estudantes do MIT, criaram o SciGen - um gerador de artigos científicos. E não tem curva de aprendizado para usar o programa: você coloca o seu nome e os dos seus colegas e o programa gera um artigo "científico" prontinho, com gráficos, citações, referências e bibliografia. A ferramenta só funciona na área de ciência da computação.

Para provar que o SciGen é bom mesmo, os estudantes pegaram alguns artigos e os submeteram a revistas científicas revisadas pelos pares. O que aconteceu? Os artigos foram aceitos.

Mais informações no site do SciGen: http://pdos.csail.mit.edu/scigen/.



Você sabia que os pássaros descendem dos dinossauros? Pois esta é a teoria "oficial", o significa que ela é largamente aceita pela comunidade científica. E, nesses tempos em que as evidências científicas andam perdendo espaço para as unanimidades, em que os experimentos se veem questionados pelas votações do que a maioria acha, isto é algo significativo.

Mas, se você não sabia disso, perdeu a vez, e agora talvez seja melhor começar duvidando. John Ruben, zoólogo da Universidade do Estado do Oregon, coordenou uma pesquisa que concluiu que os pássaros podem ter passador por uma evolução paralela, que teria começado quando alguns dinossauros nem sequer existiam.

Ruben e seus colegas estudaram como os pássaros respiram, possuindo uma capacidade pulmonar que os capacita para o voo. E suas conclusões foram: é altamente improvável que os pássaros descendam de qualquer dinossauro terópodo conhecido.

"É algo realmente impressionante que, depois de séculos estudando os pássaros e o seu voo, nós continuamos não entendendo aspectos básicos da sua biologia," afirma Ruben em um artigo de divulgação da pesquisa. "Esta descoberta provavelmente significa que os pássaros evoluíram em uma rota paralela à dos dinossauros, começando o processo antes que a maioria das espécies de dinossauros sequer existissem."

Nos pássaros, o fêmur, o osso da sua coxa, não tem a mobilidade dos fêmures de outros animais, o que os torna "corredores de joelho" - a flexibilidade das suas pernas é dada pelo flexionar do seus joelhos e calcanhares.

O que a equipe do Dr. Ruben afirma ter descoberto é que é esta posição fixa do fêmur e a sua musculatura associada que impedem que o pulmão dos pássaros arrie quando eles respiram.

Um pássaro de sangue quente precisa cerca de 20 vezes mais oxigênio do que um réptil de sangue frio. Para isto, seu pulmão tem uma estrutura única que garante um alto nível de atividade e uma taxa de trocas gasosas sem paralelos com os animais terrestres. E é a estrutura incomum das suas coxas que dá suporte ao pulmão e evita que ele colapse.

Com a palavra, a National Geographic e sua legião de divulgadores da mutação dinossauro-passarinho.

A pesquisa foi publicada no The Journal of Morphology.



Uma exposição sobre a Flora Brasiliensis, considerado o mais completo levantamento da diversidade vegetal brasileira, acaba de ser inaugurada no Espaço Vida do Parque Villa-Lobos, na capital paulista, por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho após recomendação da Conferência de Estocolmo, em 1972, na Suécia.

A mostra é formada por 14 pranchas em formato de pôsteres com reproduções de ilustrações da obra enciclopédica organizada pelo naturalista alemão Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868) e informações sobre a sua viagem pelo Brasil.

Os painéis, cedidos pela FAPESP, fazem parte da exposição Flora Brasiliensis On-line, produzida pela Fundação quando da disponibilização da obra de Martius na internet.

Aberta para visitação gratuita aos visitantes do parque, a exposição é uma parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Instituto Unibanco e Instituto Samuel Murgel Branco (ISMB), responsável pela gestão do Espaço Vida do Parque Villa-Lobos.

Na Flora Brasiliensis original estão descritas 22.767 espécies, que representam o conjunto das plantas conhecidas até meados do século 19. Na obra também estão 3.811 ilustrações de plantas, flores, frutos e sementes.

Ainda que a estimativa da diversidade de plantas brasileiras seja de 50 mil espécies, a Flora Brasiliensis é considerada o mais abrangente levantamento da flora do país, sendo utilizada na identificação de plantas e como referência para estudos em botânica do Brasil e de outros países da América do Sul.

“O empenho dos programas e projetos apoiados pela FAPESP em buscar dados sobre a diversidade brasileira de flora e fauna, depositados em museus e centros de pesquisas renomados no exterior, confere valor indiscutível à história sobre o patrimônio genético nacional, além de fornecer mais subsídios para as pesquisas em botânica no Brasil e educar a população sobre a nossa imensa biodiversidade. Esse é o caso do belíssimo trabalho realizado com a Flora Brasiliensis”, disse Rosana Filomena Vazoller, presidente do ISMB, à Agência FAPESP.

A obra, que levou mais de meio século para ser concluída, foi produzida por Martius em colaboração com os cientistas alemães August Wilhelm Eichler (1838-1887), Ignatz Urban (1849-1931) e outros 65 especialistas de vários países.

Segundo Rosana, um dos objetivos da exposição é estimular a população a conhecer Martius, seu trabalho e o que sua obra máxima representa para a ciência, a história e a cultura brasileiras.

“Permitir que os cidadãos possam conhecer a obra de Martius em um parque é facilitar mecanismos de popularização da ciência e comunicar o saber sobre a história da biodiversidade brasileira”, afirmou Rosana, que integra o conselho científico do Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria) e foi professora da Universidade de São Paulo (USP) por duas décadas, na Escola de Engenharia de São Carlos e no Instituto de Ciências Biomédicas.

História da biodiversidade

“Mais do que as descrições de Martius, que jogaram luz sobre a imensa diversidade da flora nacional em uma determinada época, a exposição mostra que a biodiversidade brasileira tem história. O Brasil teve, desde a época do Império, governantes que investiram no conhecimento da flora nacional”, disse Rosana.

Patrocinada pelo imperador da Áustria, Ferdinando I, pelo rei da Baviera, Ludovico I, e pelo imperador do Brasil, Dom Pedro II, a Flora Brasiliensis teve seu primeiro volume publicado em 1840 e o último em 1906, muitos anos após a morte de Martius, em 1868.

A expedição, que fez parte da chamada Missão Austríaca, formada por cientistas e artistas europeus interessados na rica e exuberante flora tropical, desembarcou em 15 de julho de 1817 no porto do Rio de Janeiro para acompanhar a arquiduquesa Leopoldina, que se casaria com o então príncipe D. Pedro.

No Brasil, Martius percorreu cerca de 10 mil quilômetros ao longo de três anos, registrou observações e recolheu mais de 20 mil espécies de plantas em quatro dos cinco principais ambientes naturais brasileiros – Cerrado, Caatinga e as florestas Atlântica e Amazônica.

O roteiro da viagem começou nas imediações da Corte do Rio de Janeiro, continuou em São Paulo e Minas Gerais. A expedição cruzou a Bahia, seguindo depois para Pernambuco, Piauí e Maranhão. De navio, rumou para Belém e subiu o Amazonas até o Solimões.

Do Solimões, o zoólogo Johann Baptiste von Spix (1781-1826) continuou pelo Amazonas até os limites do Peru, enquanto Martius seguiu pelo rio Japurá até a fronteira com a Colômbia. Os dois se reencontraram e continuaram a viagem pelo rio Madeira.

De volta à Europa, Martius foi nomeado curador do Jardim Botânico e professor da Universidade de Munique, na Alemanha. A viagem exploratória marcou o cientista de tal forma que, nos anos seguintes, passou a se dedicar extensivamente ao estudo da flora brasileira.

A partir de 1840, iniciou o trabalho de organização das informações e de publicação da Flora Brasiliensis. Especificamente para os estudiosos em botânica no Brasil, explica Rosana, a disponibilidade das informações da obra é “inegavelmente relevante”.

“Martius revelou informações fundamentais sobre a flora em seus ecossistemas e, com isso, os cientistas puderam, desde então, tecer comparações sobre a flora nacional e discutir as condições locais que permitiram a existência das espécies”, destacou.

Cem anos após a publicação do último volume da Flora Brasiliensis, os valiosos desenhos se tornaram mais acessíveis aos cientistas e ao público em geral por meio da internet, como resultado do projeto Flora Brasiliensis On-Line, apoiado pela FAPESP, Natura Cosméticos e Vitae Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social.

O trabalho de adaptação da obra para a internet foi realizado pelo Cria e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A digitalização das imagens para o site foi feita pelo Jardim Botânico de Missouri, nos Estados Unidos.

A versão on-line da obra possui mais de 3,8 mil pranchas digitalizadas e mais de 10 mil páginas com os textos das descrições das quase 23 mil espécies. Os desenhos podem ser consultados pelo nome científico de cada espécie, pelo volume ou pela página da obra impressa.

Mais informações sobre a Flora Brasiliensis no Parque Villa-Lobos: (11) 3021-3182.

Fonte: Agência Fapesp, artigo de Thiago Romero.



Antigamente, no Brasil, para fazer melado, uma espécie da açúcar de cana, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que surgisse uma consistência cremosa. Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.

O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.

Resultado: o "azedo" do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome "PINGA".

Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de "ÁGUA-ARDENTE".

Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que,com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.

Fonte: Museu do Homem do Nordeste

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