O Site Inovação Tecnológica, de fato o melhor na divulgação de ciência e tecnologia não apenas no Brasil, mas em língua portuguesa, deu os créditos a este humilde blogue e fez esse ainda mais humilde blogueiro sentir-se nas nuvens.
É claro que não precisava. O Agostinho - o criador e editor do Inovação Tecnológica - assina dezenas de revistas internacionais e acompanha tudo de perto. Se ele viu aqui no Sem Rumo primeiro foi uma feliz coincidência. Feliz para mim, claro.
Isso é que é exemplo. Outro dia, na BlogLista, a questão do plágio e da cópia de conteúdo dos outros foi discutido à exaustão. Eu até postei uma mensagem lá sobre a importância de darmos os créditos também das imagens. Mas eu estava falando de dar os créditos do autor das imagens.
O que aconteceu agora foi além disso. Um site de notícias, de uma empresa jornalística e tal, me deu os créditos porque viu a imagem ser publicada aqui antes.
Esse post das imagens de ciências já tinha ido pro Uêba e agora está na Imagem da Semana do Inovação Tecnológica. O que é que eu vou querer mais? Acho que vou tirar férias esta semana.
Valeeeeeuuu, Agostinho.
Estourem os champagnes, atirem as serpentinas, que toque a banda. O Brasil tem não apenas um, mas dois cientistas ganhadores do Prêmio Ig Nobel.
O que vocês queriam, nessa terra de Macunaíma? Queriam ganhar o Nobel de verdade, aquele da Academia Sueca? Quem sabe na próxima. Desta vez foi o Ig Nobel mesmo, aquele das pesquisas improváveis, para não dizer esquisitas, malucas, inacreditáveis, risíveis.
Pois é, quem mandou estudar o impacto dos tatus nos sítios arqueológicos? Astolfo G. Mello Araujo, da USP, e José Carlos Marcelino, do Departamento do Patrimônio Histórico de São Paulo, ganharam o Prêmio Ig Nobel de Arqueologia, por terem descoberto que os tatus fuçam nos sítios arqueológicos e misturam as coisas.
E isto não é tudo. O mais "estupefatante" é que eles descobriram que dá para saber que um tatu mexeu no sítio arqueológico... É, e sabe como? Uai, os tatu deixa um buraco lá, sô!
O Ig Nobel de Biologia foi para três cientistas francesas que conseguiram provar que as as pulgas que vivem nos cães saltam mais alto do que as pulgas que vivem nos gatos.
O Ig Nobel de Medicina foi para duas pesquisas que estudaram se a Coca-Cola pode ser usada como anticoncepcional. É, seria só agitar e .... bicho, isso é muito doido. Mais doido ainda é que uma pesquisa descobriu que pode e a outra descobriu que não pode de jeito nenhum.
A reportagem completa está no Site Inovação Tecnológica, listando também todos os outros ganhadores. Vale a pena ver tudo.
A juíza Helen Gillmor, do Havaí, rejeitou o primeiro de dois pedidos que se tem notícia para parar o grande colisor de hádrons, o LHC. O pedido havia sido feito por Walter Wagner, um técnico de segurança em radiação, hoje aposentado e vivendo no Havaí, e Luis Sancho, escritor científico e professor em Barcelona.
A Dra Gillmor não quis nem discutir se o acelerador de partículas vai criar buracos negros ou não. Ela simplesmente disse que a sua corte não tem jurisprudência sobre o LHC, que é financiado por um consórcio internacional e fica na fronteira entre a França e a Suíça.
Enquanto isso, no mundo real, o LHC ficará parado durante o inverno europeu, porque uma parte de seu túnel de 27 quilômetros deverá ser aquecido para que um magneto que deu defeito seja consertado (Acidente no LHC adia fim do mundo em dois meses).
Ou seja, fim do mundo só para o ano que vem e, felizmente, tudo indica que só depois do Carnaval. É isso aí, pessoal, é festa de natal, festa de fim de ano, carnaval, é tudo festa. E só então o fim do mundo. Agora, com aval jurídico, esse mundão vai acabar legalmente em festa. E um Viva! àqueles que nos divertem.
Fonte: Suit to Halt Big Collider in Europe Is Dismissed
O grupo da geneticista Lygia da Veiga Pereira, da USP, desenvolveu sua primeira linhagem de células-tronco embrionárias humanas, resultado de dois anos de pesquisas.
Até hoje o Brasil dependia de doações de células-tronco embrionárias de pesquisadores do exterior. Segundo o coordenador de Ensino e Pesquisa em Cardiopatias do Ministério da Saúde, Antonio Carlos Campos Carvalho, a dependência da importação dos reagentes de outros países era um processo complicado. Para ele, a disponibilidade de uma linhagem celular no Brasil vai facilitar o trabalho de todos os laboratórios que lidam com células-tronco em terapias celulares.
Isto é tecnologia, e não ciência
Antonio Carlos pede cautela em relação à descoberta, que ele considera importante do ponto de vista do desenvolvimento tecnológico.
"Nos deixa livres de patentes de propriedades intelectuais", afirmou. Entretanto, não se trata de uma descoberta científica, "na realidade é o desenvolvimento de um processo tecnológico, um importante domínio tecnológico".
Esta tecnologia é dominada no exterior desde 1998, mas seu desenvolvimento no Brasil sofreu as restrições da Lei de Biossegurança até meados deste ano.
Estudos clínicos com células-tronco
Carvalho lembrou que ainda não existe estudo clínico sendo feito com o uso das células-tronco embrionárias humanas. Existem três pedidos de autorização para esse tipo de estudo para células diferenciadas feitos por companhias norte-americanas, da Califórnia, junto ao Food and Drug Administration (FDA), mas até o momento nenhum ensaio foi autorizado.
"Todo esse cuidado é pelo enorme potencial de proliferação e de diferenciação que essas células têm. Não devemos correr o risco de ao tentar produzir um neurônio conseguir um osso. A comunidade médica tem que ser muito cautelosa na utilização de qualquer tipo de célula porque antes é preciso que se chegue a ensaios clínicos, de uma margem de segurança muito grande, senão em vez de benefícios podemos ter prejuízos", advertiu.
Mais 5 anos de pesquisas
O coordenador acredita que ainda levará uns cinco anos para que os ensaios clínicos aconteçam. "O momento é de pesquisa nessa área e cautela é muito importante. Como qualquer célula que precise ser cultivada por um longo tempo, pois há o risco de acontecer alterações durante o processo e as células serem transformadas, o que poderia até induzir a tumores", afirmou.
Mas, de acordo com ele, a descoberta da primeira linhagem de células-tronco embrionárias humanas coloca o Brasil no mapa dos países que já desenvolvem esse tipo de pesquisa. "Já estávamos no mapa dos que fazem pesquisa com células-tronco adultas em terapias celulares".
Post com informações retiradas de artigo de Lúcia Norcio, da Agência Brasil.

A agência EFE divulgou essa imagem linda, de um gato dourado que nasceu no zoológico da cidade de Wuppertal, na Alemanha.
Os gatos dourados asiáticos (Catopuma temminckii), também conhecidos como "tigres de fogo", são nativos das selvas tropicais do norte da Índia e da Malásia.
Eles têm um tamanho médio de 90 cm de comprimento, com 50 cm só de cauda e pesam entre 12 e 16 kg quando adultos.
Olha bem para ele e vê se ele não parece uma abobrinha, daquelas de fazer batidinha e refogada. Pois é, quando eu tiver um gato dourado vou batizar ele de Abobrinha.
Primeiro foi a cama vertical, para dormir no meio da rua sem cair.
Agora é a vez de uma cadeira inflável, que vai se enchendo conforme você anda, pisando sobre duas bombas de ar, daquelas de encher colchão inflável em acampamento.
A criação é da artista coreana Joo Youn Paek, que a batizou de "cadeira auto-sustentável". O nome poderia ser melhor, porque quem sustenta a cadeira é você. E ela não lhe sustenta tão bem assim: é só sentar pro negócio começar a esvaziar. E essa é a idéia da artista.
Nas suas palavras, trata-se de uma "vestimenta conceitual que motiva os usuários a variar de forma consistente entre andar e descansar como um comportamento cíclico nas ruas. O equilíbrio entre exercício e descanso pode ser mantido usando-se esta roupa. O objetivo do projeto é transformar as monótonas experiências geradas pela rotina de andar até o trabalho em uma divertida performance interativa."
Bom, divertida para quem? Certamente é divertido para quem vê - se a idéia é chamar a atenção, a geringonça é um sucesso, como se pode ver pelos olhares dos espantados transeuntes no filme.

A Toyota apresentou o primeiro airbag traseiro do mundo. A empresa também anunciou que esta nova opção de segurança vai estrear no ultra-compacto iQ.
O novo airbag é do tipo cortina, como os que já equipam as laterais de vários carros, inclusive aquela Captiva que me deixa babando todo dia que eu passo na frente da concessionária. Mas, sacumé, né? Estão dizendo que a GM está mal das pernas nos states, então não vou comprar não. Acho que vou ficar mesmo com meu uninho 98 bate-lata.
Para quem gosta de siglas, o nome do novo protetor nucal é SRS (Supplemental Restraint System).

Ainda não é um ônibus que dispense o motorista - um humano é necessário para acelerar e brecar, mas não precisa nem tocar no volante. O ônibus utiliza ímãs implantados no asfalto, em estruturas mais simples do que tradicionais olhos-de-gato, porque os ímãs ficam são implantados em um pequeno furo, que depois é coberto com massa.
O sistema é tão bem ajustado que o ônibus pára no ponto com uma precisão lateral de 1 centímetro.

Sensores e processadores no interior do ônibus detectam os campos magnéticos dos ímãs instalados na rua e controlam a direção. A via de testes por enquanto tem apenas 1.600 metros, na cidade de San Leandro, na Califórnia. Mas os cientistas da Universidade de Berkeley, responsáveis pelo projeto, acreditam que levá-lo para outras vias maiores será fácil, já que o sistema não é tão caro.
A precisão na parada, segundo eles, poderá dispensar as rampas para cadeiras de rodas e diminuir o tempo que os passageiros gastam para subir e descer do ônibus, que vai estar sempre no mesmo lugar, como o metrô.
No final de um trajeto inteiro isso poderá significar a diferença entre um ônibus no horário (existe isso?) e um ônibus atrasado (o que acho ser um pleonasmo).

A imagem da esquerda é de um raio X tradicional, de boa qualidade. A da direita é resultado de uma nova técnica desenvolvida por cientistas do Paul Scherrer Institute, na Suíça.
A técnica é chamada de raios X de campo escuro, que dá muito mais detalhes do que as radiografias tradicionais. A maior precisão permitirá seu uso para detectar o início da osteoporose e do câncer de mama.
E vai permitir ainda a expansão do uso dos raios X para outras áreas, como a detecção de microfissuras e início de corrosão em grandes estruturas metálicas.
A imagem mostra o raio X da asa de uma galinha.
Isso na média, porque se forem considerados apenas os testes que se originam de pesquisas feitas pela indústria farmacêutica, a taxa é de 1 resultado publicado para cada 20 experimentos feitos. Os outros 19 devem ter falhado e a comunidade científica, e a comunidade global também, ficam sem saber o que foi testado, o que deu errado e o que se aprendeu nesses testes. E, potencialmente, toca errar de novo, gastando-se mais em pesquisas repetidas e que alguns já sabem que não darão resultados.
Um dos detalhes que chamam a atenção é que muitos desses testes envolvem medicamentos que estão disponíveis comercialmente. E os médicos não ficam sabendo em que casos a coisa não funciona ou dá efeitos colaterais e que efeitos são esses.
Nos Estados Unidos já há uma lei em tramitação que obrigará os pesquisadores a publicarem mesmo os resultados negativos.
Essas informações estão em um artigo publicado por Scott Ramsey e John Scoggins.